Especialista em biohacking, Wagner Sanchez, diretor acadêmico da FIAP,mostra como o ser humano poderá se beneficiar, num futuro próximo, das tecnologias para viver mais e melhor.

 


O professor-doutor Wagner Sanchez, diretor acadêmico da FIAP (Faculdade de Informática e Administração Pública), ministrará palestra sobre Biohacking e demonstrará novos dispositivos de interface homem-máquina durante a IoTLatinAmerica 2018, feira internacional da Internet das Coisas, que acontecerá no Transamerica Expo Center, em São Paulo, nos dias 29 e 30 de agosto. As inscrições estão abertas e podem ser feitas diretamente no site do evento (www.iotlatinamerica.com.br).

 

Segundo Sanchez, várias tecnologias de biohacking já são estudadas no mundo inteiro. Algumas delas já são utilizadas ainda de forma primitiva e em pequena escala, mas muitas empresas e instituições já possuem programas de pesquisas nesta área. Confira a seguir a entrevista:

Como uma feira como a IoTLatinAmerica pode ajudar a disseminar os conceitos da Internet das Coisas e gerar negócios nessa área?  Quais são as expectativas da FIAP para o evento e como será sua participação?

Na feira IoTLatinAmerica teremos uma junção de fornecedores de tecnologias, especialistas em áreas de negócios e empresas que buscam criar valor a partir de soluções em IoT. A feira já é considerada o mais importante evento de geração de negócios B2B em IoT, com apresentação de diversas possibilidades de negócios para variadas verticais. A FIAP busca demonstrar desenvolvimento na área e oferecer formação de excelência para pessoas e empresas que querem ser protagonistas na criação de novos negócios e ofertas baseadas em IoT e inovação disruptiva.

Como o conceito de Biohacking está presente no mundo de hoje e o que vem sendo estudado a respeito para aplicações futuras? 

O biohacking e as interfaces humano-máquinas integram atualmente uma grande área de pesquisa que promete revolucionar e amplificar, de forma drástica, as capacidades humanas que podem ser auxiliadas pela capacidade cognitiva e de processamento das máquinas. Hoje temos alguns caminhos, de certa forma “primitivos”, de integração entre o ser humano e as máquinas, mas as principais empresas de tecnologia do mundo possuem programas de pesquisa nesta área. Imagine lentes de contato que podem amplificar sua acuidade visual e até mesmo mostrar informações de inteligência diretamente no seu campo de visão. Ou um chip que pode ser implantado em seu cérebro e que vai aumentar a sua capacidade de fazer cálculos e resolver problemas de lógica, ou, ainda, transmitir o que você está pensando para outra pessoa sem precisar usar a fala. Logo, quem sabe, poderemos fazer o download de conhecimentos e habilidades específicas diretamente da internet para a sua memória. Tudo isto vem sendo pesquisado hoje em diversas universidades do mundo inteiro.

Quais os tipos mais comuns de Biohacking utilizados hoje? 

Hoje, já são utilizados sensores que conseguem medir, por exemplo, a frequência de ondas cerebrais e que são utilizados para controlar dispositivos como, por exemplo, uma cadeira de rodas para um paciente que possui limitações de movimentação. Ou sensores implantados que podem associar novas capacidades aos cinco sentidos humanos, como perceber micro-vibrações ou distúrbios eletromagnéticos e assim aumentar a sensibilidade humana ao seu ambiente.

Já é possível imaginar uma humanidade vencendo doenças e aproveitando-se do Biohacking para viver mais e melhor? 

Em breve, teremos nano-robôs injetados em nossa corrente sanguínea que realizarão cirurgias, atuarão preventivamente para a cura de doenças ou até mesmo dispositivos que vão auxiliar o nosso corpo a se desgastar menos com as atividades do nosso dia a dia.

O que vem sendo estudado atualmente nesta área pela FIAP e o que irá apresentar sobre este tema na IoTLatinAmerica?  

Na FIAP temos realizado experimentos com sensores que mapeiam sinais de nosso corpo para interagir com máquinas. Criamos dispositivos de interface humano-máquina, experiências de imersividade e interação.

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