HC mostrará na IoTLatinAmerica 2018 como o uso das novas tecnologias já auxilia na relação da instituição com os usuários. O credenciamento para a feira está disponível no site http://iotlatinamerica.com.br/

O Hospital das Clínicas em São Paulo é referência mundial em medicina e Saúde 4.0, mas a utilização de dispositivos conectados, através da IoT (Internet ofThings) ou Internet das Coisas, pode melhorar ainda mais a eficiência dos tratamentos. A IoT é usada no complexo hospitalar e já auxilia positivamente na relação da instituição com os pacientes, agilizando procedimentos e possibilitando maior capacidade de atendimento, segundo Thiago Sakamoto, diretor comercial do Inova HC.

A aplicação de tecnologias de IoT já impacta positivamente a relação da instituição com os pacientes e os próximos passos visam o uso destas tecnologias em diagnósticos, distribuição de medicamentos e também no aumento da adesão dos pacientes aos tratamentos disponibilizados.

No momento há uma equipe que envolve diversas áreas do hospital dialogando com a área de tecnologia para o desenvolvimento e implantação de mais dispositivos com conectividade para levar o conceito de IoT a um nível mais alto e assim integrar vários procedimentos garantindo atendimentos mais dinâmicos e eficientes.

Esses estudos e procedimentos integram o projeto Inova HC, ou IHC, que será apresentado na IoTLatinAmerica, feira internacional da Internet das Coisas, que acontece nos dias 29 e 30 de agosto, no Transamérica Expo, na Capital paulista.

Paralelamente à feira será realizado o 3° Congresso Brasileiro e Latino Americano da Internet das Coisas. O credenciamento para a feira está aberto para visitantes e profissionais de imprensa e pode ser feito no site http://iotlatinamerica.com.br/ .

Confira a seguir a entrevista com Thiago Sakamoto:

Sr. Thiago, como a IoT está presente hoje no HC e como ela já ajuda na relação médico-paciente? 

Existem diversos projetos desenvolvidos dentro do HC que podem ser caracterizados como projetos em IoT, por isso é muito importante ter em mente que o desenvolvimento de IoT ainda ocorre de forma gradual. Ainda não se pode dizer que IoT afeta diretamente a relação médico-paciente, mas sem dúvida a relação Instituição-paciente já é afetada positivamente, num momento em que a aplicação de IoT ocorre em níveis administrativos e de infraestrutura.

Como será a participação do HC na IoTLatinAmerica e quais processos irá mostrar? 

A experiência vivenciada pelo HC no tema nos permite trazer exemplos de mecanismos de parcerias para desenvolvimento de projetos, bem como as problemáticas e as tecnologias mais adequadas.

O HC é uma referência mundial quando se fala de tecnologia e também em Saúde 4.0, mas o país tem várias realidades na área de saúde. A saúde pública no país está se aperfeiçoando a ponto de aplicar a IoT em suas unidades? 

IoT é sabidamente mais uma “linguagem de arquitetura de soluções” do que um conjunto de tecnologias ou um estado tecnológico de uma organização, assim é possível criar projetos de IoT sem a necessidade de uma maturidade específica do sistema em questão. No continente Africano, diversos países tem criado projetos de IoT para transações bancárias num ambiente com infraestrutura extremamente precária. A partir desse exemplo, existe uma hipótese de que podemos “saltar” um degraus.

Quais os tipos de equipamentos considerados de IoT mais utilizados hoje pelo HC?

IoT é sempre um conjunto de equipamentos coordenados. Por essa perspectiva, o tema mais comum para aplicação de IoT é a coordenação da utilização de bombas de infusão.

Quais os benefícios que esses aparelhos com conectividade trouxeram para os diagnósticos e os pacientes? 

Sem dúvida, num primeiro momento, o principal benefício é a maior disponibilidade de equipamentos e, consequentemente, maior capacidade de atendimento à população. Num segundo momento, o benefício está na coordenação de informações geradas a partir de equipamentos e organizadas de modo que sirvam como componentes de apoio à decisão das equipes de saúde.

Quais os próximos projetos que o HC está planejando implantar na área de IoT? 

Os próximos projetos para o HCFMUSP irão focar interfaces diretas com os pacientes, com as mais diversas funcionalidades, como gestão de acesso às unidades do Hospital, gestão de agendas de procedimentos, integração de prescrições médicas e a retirada de medicamentos, bem como sistemas de engajamento que aumentam a adesão dos pacientes aos tratamentos disponibilizados, combinados com a utilização de “vestíveis” (tecnologia de integração homem-máquina, onde os dispositivos estão diretamente conectados ao paciente).

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