Palestras da feira internacional de Internet das Coisas reúnem exemplos de automação de casas e prédios e os desafios para se chegar à ciência de dados.

Já imaginou saber por meio do celular a disponibilidade de água na sua caixa d’água e, com isso, se prevenir de uma eventual falta? Esse foi um dos exemplos dados por George Wootton, diretor técnico da Aureside(Associação Brasileira de Automação Residencial e Predial), durante a palestra “O que estamos esquecendo na casa inteligente”. A apresentação foi uma das atrações do Multipalco de Inovações, na feira IoTLatinAmerica, realizada entre os dias 29 e 30 de agosto.

Para Wootton, a origem da casa inteligente não traz em seu conceito a automação completa. Com isso, as primeiras inovações buscadas se referem à iluminação ou temperatura da casa. Entretanto, não basta ser bonito o dispositivo, é necessário ser funcional. E Wootton defendeu mais sensores, atuadores e históricos que conversem com o mundo exterior: “Eu quero uma casa que me dê informações muito mais úteis do que saber se eu deixei a luz acessa”, enfatizou. O diretor técnico da Aureside enxerga que o conceito dessas tecnologias funcionais já existe na parte industrial, mas faltam as empresas relacionadas à IoT implantarem também nas residências.

O palestranteJúlio César Garcia, coordenador de engenharia de aplicações na Advantech, fez um resumo da história da automação predial. Após os anos 90, os sistemas passaram a ser mais conectados. Os benefícios dessa integração são a facilidade no acesso a ferramentas digitais. “Eu consigo melhorar meu consumo de energia, água, gás e iluminação”, frisou Garcia. E levantou a “previsão de ter 85% do espaço brasileiro todo conectado com interação entre poder público e entidades particulares até 2030”.

Já a apresentação de José Rosa, da empresa Going2 Mobile, explanou de maneira prática o conceito de ciência de dados. Na palestra “Do dispositivo à Inteligência, com todos os tombos e tropeços ao longo do caminho”, Rosa enfatizou a complexidade do processo de gerar dados a partir de dispositivos e obter resultados: “Inteligência artificial, Big Data, não é um caminho tão simples como algumas pessoas abordam”, analisou. E reconheceu a importância do evento de IoT para a troca de conhecimentos com o público em geral: “Tivemos uma procura grande pelos dispositivos tanto pelo público quanto por empresas”.

A feira internacional de Internet das Coisas foi sucesso de público durante os dias de palestras e exposições. A feira é o maior evento B2B voltado para o ramo do setor.

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